segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Conhecendo o rei



Na foto de cima: eu, Nina (alemã - adivinhem qual é hehehe) e o povo no "Palácio" do Rei.

Na foto de baixo: eu e o Rei.

Comidas


A primeira foto é o q eu tenho comido normalmente:
bolacha água e sal e suco, ou refrigerante.

A segunda é um prato tipico, feito de mandioca cozinha com milhões de temperos
(e muuita pimenta).

Press Conference



Conferência de imprensa que eu fui, na foto de cima são os repórteres,
na de baixo a gente na mesinha, falando as coisas.

PRIMEIRO DIA DE TRABALHO (03/11/2008)

Hoje foi meu primeiro dia de trabalho. Vou fazer tipo um “programa de trainee”, passando por todos os departamentos do banco (eu achava que aqui era uma financeira, mas eles chamam de banco de microfinanças). Umas 15 pessoas foram contratadas e vão fazer a mesma coisa que eu, durante 3 meses. Fomos divididos em 3 grupos, uma mulher em cada grupo, o resto é de homens.

O primeiro departamento do meu grupo é o de TI. Mas não dá pra ensinar TI pra uma pessoa assim de um dia pro outro, então ficamos lendo o manual do sistema que o banco usa e fazendo nada. O que o pessoal mais faz aqui é ir ajudar algum usuário que está com problema/dificuldade, ou resolver algum problema que ocorreu pela falta de energia. E não dá pra gente ajudar nessa parte, então não sei o que vamos ficar fazendo nesse departamento a semana inteira. Mas ta bom, liguei meu notebook e estou aqui escrevendo pra postar no blog.

Tem internet a cabo e internet sem fio. Adivinha qual das duas estava funcionando hoje? Nenhuma! Até conecta, mas é tão devagar que não abre nenhuma página, então pra mim é como se não tivesse. Dizem que a velocidade é boa antes das 8h da manhã e depois das 18h. Mas é perigoso ficar aqui à noite, é perigoso voltar sozinha pra casa muito tarde, então assim que acabar o horário de trabalho falaram pra eu ir direto pra casa ou ter sempre algum nativo comigo. Ou seja, não sei quando vou conseguir acessar a net, nem postar isso no blog. Mas vou escrevendo, qualquer coisa pago uma lan house e posto tudo de uma vez.

O meu chefe (o chefão, que é Chair do grupo de empresas) tem boas idéias, tenta fazer coisas novas, diferentes, é bastante inteligente e experiente. Achei o tal “programa de trainee” uma boa idéia e por enquanto está até que bem estruturado, fizeram umas apostilas, acharam um lugar grande pros treinamentos. Falando nisso, todo dia de manhã vou ir pra esse tal lugar, ter o treinamento, depois vir pra empresa.

Mas eu não vejo sentido em participar desse programa. Porque, como ele mesmo disse, a intenção é formar “bancários completos”(ou seja lá qual for a tradução para ‘complete bankers’). É fazer com que as pessoas que entrem na empresa a partir de agora conheçam bem todas as atividades realizadas, saibam como tudo funciona, para poderem escolher bem em qual querem trabalhar e também para que ele tenha flexibilidade de mão de obra caso precise. Mas eu não vou ficar aqui muito tempo, então não vejo sentido. Vou ficar 3 meses só aprendendo, pra depois ir embora?? Vou conversar disso com ele, mas não sei quando, porque acho que ele só volta aqui semana que vem.

ENERGIA ELÉTRICA

Já falei que a energia elétrica aqui é caótica. E que todas as empresas e quase todas as casas tem geradores movidos a gasolina, que fazem muito barulho e muita fumaça. Todo mundo reclama da situação, mesmo que ela seja a única realidade que eles conhecem. Alguns reclamam com piadinhas, outros ficam realmente chateados e até ofendidos.

Mas sempre que tem energia (seja ela da companhia de energia elétrica ou dos geradores), a primeira coisa que todo mundo faz é ligar TODAS as luzes da casa, todo os aparelhos eletrônicos (TV, som, ventilador, carregadores de pilha, celular, notebook)... aliás, eles não ligam, porque nunca desligam nada. Então é só chegar a energia que tudo liga de uma vez, de repente. Não importa se em alguém no cômodo, se tem alguém vendo a TV, nem mesmo se tem alguém na casa! Até pra dormir, deixam tudo ligado e aceso! E aí é claro que a energia acaba rapidinho, né?

Ainda não me acostumei com isso e tento falar com as pessoas, mas elas simplesmente não se importam. Dizem que a alegria deles é ligar tudo quando tem luz, que eu não sei o que é viver assim... então deixa eles ligarem, né? Acho muito estúpido, mas sempre que penso em um chuveiro penso em fazer a mesma coisa: ligar e ficar lá embaixo horas, sentindo a água escorrer pelo corpo, não importando se tem pouca água. Claro que não chegaria ao ponto de deixar o chuveiro ligado sem estar usando. Falando nisso, me disseram que quando tem água encanada é a mesma coisa: deixam todas as torneiras ligadas, chuveiro... até a água acabar!

AS AMIGAS DO MR. BAYO

Primeiro me falaram que o cara era casado, quando eu disse que não me sentia bem morando com um homem desconhecido, só nós dois na casa. Me falaram “não se preocupe, ele é bem mais velho, casado, com filhos... só que a família mora em Lagos e ele tem esse flat aqui porque vem muito pra cá. Não que o fato dele ser mais velho e ter filhos me tranqüilizou, mas me garantiram que não ia ter nenhum problema. Então eu vim.

Chegando aqui a primeira coisa que ele falou foi: “E aí, gostou da casa? Nada mal para um solteirão, né??”.

No outro dia ele ligou pra uma amiga (de uns 20 e poucos anos) vir pra cá ficar comigo, não queria que eu ficasse sozinha no primeiro dia. À noite ele não apareceu, dormiu fora de casa. Na outra noite apareceu com uma amiga pra tomar vinho. Ela dormiu aqui. No outro dia de manhã chegou a prima da amiga e ficaram aqui conversando, vendo TV e “me fazendo companhia”, enquanto ele foi trabalhar.

Á noite ele chegou e disse “estou indo pra Lagos, ver minha família”. Ele vai toda semana ver a família... pelo que parece, mulher e filhos!

E todas as amigas dele têm a chave da casa! :P

Fiquei meio perdida, até lembrar do meu amigo nigeriano perguntando quantas mulheres um homem costuma ter no Brasil e contando que aqui tem um cara que tem mais de 50. O homem pode ser casar com quantas mulheres quiser. E ter quantas amantes quiser.

É claro que as mulheres mais modernas, mais ricas e/ou mais instruídas não aceitam essa situação de vários casamentos. Nem os homens mais jovens que eu conheço têm vontade de ter mais de uma família. Mas “amigas”, por que não??

MINHA CASA (POR ENQUANTO) (02/11/2008)

Depois de muito brigar com o povo aqui e depois de dizer que se passasse mais uma noite no lugar em que estava, no outro dia de manhã ia embora pro Brasil, resolveram me trazer para a minha “casa”. Não tinha mais como ficar onde eu estava. Não tinha nenhuma privacidade, nenhum espaço... era um lugar muito sujo, cheio de gente desconhecida, com um buraco na porta do lugar de tomar banho e uma porta que abre com o vento no lugar de fazer xixi. E todo dia eles falavam pra eu esperar só mais um dia que iam resolver. Mas ninguém fazia nada. Depois que vim pra minha casa descobri que se não tivesse “dado piti” ia demorar pelo menos mais uns 4 ou 5 dias, porque o dono da casa ia viajar de novo.

O cara com quem estou morando, meu “anfitrião”, chama Mr. Bayo (ou Sr. Bayo), trabalha pro governo e tem um programa de televisão na TV estadual uma vez por semana. Aparentemente é muito rico. O carro dele pelo menos é muuuito chique, nunca vi igual. Joga golf (no fim de semana estava participando de um campeonato) e viaja muito. Fomos no programa de TV dele falar sobre a AIESEC, eu apareci um pouquinho, o povo achou o máximo. Ele mora na “GRA”, que é a área reservada para pessoas que trabalho no governo. Pelo carro dele e pelo que falaram da tal área, imaginei que tivesse uma casa muito boa.

A casa em si é bem boa, principalmente se comparada aos lugares onde as outras pessoas morar, que não vou nem chamar de casas. Fica num tipo de colônia com mais umas cinco casas, todas de pessoas ricas, que chegam aqui de Mercedes e BMWs. Mas definitivamente não é como imaginei.

As prioridades e valores aqui parecem ser bem diferentes. As pessoas que conheci têm celulares de última geração, iPods, TVs de tela plana, carros importados... mas comem muito mal (tão mal que têm que tomar vitaminas e suplementos ou correm sérios riscos de ter alguma deficiência), não têm qualquer sistema de saneamento básico, plano de saúde ou nada disso. Bom, plano de saúde não ia adiantar, porque os hospitais aqui são tão ruins que é realmente bem melhor você ficar em casa e só ir pro hospital se estiver quase morrendo. Ou talvez nem assim, porque você pode pegar doenças e infecções piores que as suas. Ainda bem que meu plano de saúde me leva pra Europa caso eu precise de cirurgia ou algo assim.

Mas água encanada pra mim é uma coisa que faz MUITA falta. E essa colônia de “pessoas ricas” onde estou não tem. Por enquanto só vi água encanada em empresas e hotéis. Mas eles dizem que tem em algumas casas. Estou tentando arrumar algum lugar pra mim que tenha. Por enquanto tenho que pegar água no “poço”... e é claro que a água não é limpa (mas é melhor do que na outra casa),

E não sei se é por causa da falta de água, se é por costume, ou se é porque até agora só conheci casas de homens, mas eles são muito porcos!! É tudo muito sujo!! Pintam as paredes dos banheiros e cozinhas de preto, aí junta a sujeira, a terra... fica bem nojento! Acho que a casa onde eu estou nunca foi lavada! Tem um esfregão no banheiro, mas acho que também nunca foi usado.

Hoje comprei desinfetante, peguei um tapetinho de banheiro que eu trouxe e fui dar uma limpada no quarto, porque a minha alergia me deu umas férias até hoje, mas já estou começando a sentir que ela está com vontade de dar um ataque bem grande a qualquer hora. Tirei umas fotos pra vocês verem que eu não estou exagerando. Dei uma limpada bem superficial e vou ver o que mais posso fazer.

O problema é que o tal do Mr. Bayo divide o flat (eles chamam tudo de flat) com algum outro cara que não aparece aqui tem uns bons meses, mas que deixou um monte de coisas aqui. E eu estou ocupando o quarto dele. É como se ele tivesse saído daqui numa manhã normal, pra trabalhar, e nunca tivesse voltado. Uma bagunça! Roupas espalhadas pelo chão, toalha pendurada atrás da porta, garrafa de água meio bebida na mesinha, desodorante com a tampa aberta, camisinhas (fechadas e usadas argh!) dentro do guarda-roupa... E tudo largado aqui há pelo menos uns 4 meses, num lugar onde as ruas são de terra... pensa o tanto que ta tudo sujo!! E as baratas mortas no meio da roupa??

E eu não sei se posso mexer nas coisas do cara, nem se quero! Então estou convivendo com a poeira até ver no que vai dar. Limpei as partes que consegui. E isso implica que ainda não consegui abrir minhas malas... quer dizer, abrir eu abri, mas continua tudo lá dentro. Hoje perguntei pro Mr. Bayo se eu podia usar um pedaço do guarda-roupa e ele afastou as camisas penduradas pro lado com a mão e falou pra eu usar o espaço que estava lá. Saiu pela porta e disse “estou indo viajar e volto quarta ou quinta, vou ver minha família” (que pode muito bem significar um mês, já que as pessoas aqui tem uma noção de tempo e prazos no mínimo esquisita).

Então não vou mexer em mais nada pelo menos até que ele volte. Queria ter falado mais alguma coisa antes dele ir, tipo “vou morrer de alergia ou de tristeza no meio desse monte de sujeira e lixo, será que dá pra você colocar as coisas do cara num canto, pelo menos pra eu limpar uma parte?”. Claro que não com essas palavras. Mas Mr. Bayo é enorme (alto e forte, ou gordo, não sei), com um bigodão, voz forte e passos firmes. Então não consigo conversar com ele direito, fico sem saber o que falar. Estou pedindo e perguntando uma coisa de cada vez, sempre que ele aparece aqui por 5 minutos (acho que ele não gosta muito da casa, porque raramente aparece pra se barbear ou pra dormir).

Ontem ele apareceu com uma mulher e uma garrafa de vinho tinto... disse que está procurando um “flat” pra alugar pra mim, pra eu ter a minha privacidade e ele ter a dele. Não sei porque ele que ta cuidando disso, porque ele não tem nada a ver com a AIESEC nem com a minha empresa, é só um amigo do meu chefe que se dispôs a ajudar. Mas vamos ver no que dá...

TRABALHO (02/11/2008)

Como eu ainda não tinha como abrir as malas, nem tomar banho direito, nessa semana não fui trabalhar. No sábado fui a uma reunião geral da empresa, na qual fui apresentada formalmente pra todo mundo.

A minha empresa é uma financeira e está preocupada com a crise (que dizem que só vai atingir a Nigéria no começo do ano que vem, então o povo menos instruído não tem nem idéia do que esteja acontecendo). E por isso meu chefe resolveu mudar um monte de coisas, a começar pelo salário. Vai ser dividido e pago em 2 vezes por mês, baseado em performance. Se você não fizer exatamente tudo o que esperam de você, não recebe 100%. Se se atrasar algum dia, se o celular tocar durante a reunião, se alguém (cliente ou funcionário) reclamar de você... desconto no salário. Claro que ninguém gostou da idéia, mas todo mundo precisa do emprego, então ninguém falou nada. Eu acho que não vai dar certo. Não sei se aqui tem leis trabalhistas, mas de qualquer forma acho que não vai dar certo. Ainda mais porque a pessoa responsável por controlar isso é a que mais tem cara de quem faz coisa errada.

Outra coisa que foi instituída é que durante os próximos 3 meses todo mundo tem treinamento das 7h00 às 8h30 da manhã, trabalha das 9h às 18h. Depois tem um outro treco pra fazer das 18h às 19h30, que eu ainda não entendi o que é, mas parece que não é todo dia. Isso foi outra coisa que não deixou ninguém mais feliz e sobre a qual o comentário do chefe foi algo como: “fiquem felizes de terem um emprego. Se estiverem achando ruim, podem ir embora. E vou chamar vocês aqui sempre que necessário, domingos, feriados, madrugadas. Quem não vier quando eu chamar, não precisa voltar.” E acreditem se quiser, ele disse tudo isso de forma simpática e convincente. Distribuiu umas apostilas pro povo ler durante o fim de semana, preparando pro primeiro treinamento, pagou o almoço de todo mundo e foi pro seu campeonato de golf (ele também joga golf e tem vários carros importados).

Ainda não sei o que vou fazer, qual vai ser minha função. Esse “meu chefe” na verdade fica em Lagos e vou ter um outro chefe aqui, com um inglês tão difícil que até hoje não consegui entender qual o nome dele. Também não sei se vou trabalhar esse tempo todo. Claro que eu quero ir nos treinamentos, preciso deles pra entender as coisas aqui e acho que vão ser interessantes, mas não sei se vou agüentar ficar todo esse tempo na empresa, não era esse o combinado. Mas vamos ver o que acontece na primeira semana. Desejem-me sorte!

EKITI (28/10/2008)

Fiquei na conferência até domingo, conheci algumas pessoas legais, desisti de tentar me acostumar com a comida apimentada, agora eu só como se for sem pimenta... Domingo no começo da tarde peguei um “táxi” pra vir pra minha cidade. Tem um lugar onde ficam estacionados vários ônibus (uma intenção de rodoviária) e do lado ficam vários carros (bem velhos) estacionados que fazem trajetos pra outras cidades. Nesse carro que eu peguei era pra caber 7 pessoas com mala. Eu ocupei o bagageiro todo sozinha e no banco de trás fomos eu, o Lulu (carinha da AIESEC que veio me acompanhar) e mais algumas mochilas. Outras 4 pessoas desconhecidas foram na frente.

Vim toda ansiosa pra conhecer minha casa, meu trabalho, a cidade em si... mas parece que o cara da casa onde eu vou morar está viajando então eu vim pra casa de um outro carinha da AIESEC. Achei muito ruim, primeiro porque teoricamente era pra eu morar sozinha, então não entendi essa de “o cara que vai morar com você está viajando”. Segundo porque estou em um quarto com mais 4 pessoas, dividindo 2 colchões, no quarto do lado tem mais 4 pessoas, no outro mais 3... um banheirinho bem pequeno e muito sujo, com um buraco na porta que não dá pra tampar então dá pro povo ver quem está tomando “banho”. Não tem água encanada, tem que ir lá fora buscar (e a água é suja). Já estou a 8 dias vivendo com uma mochila, porque não tem espaço pra abrir a mala, não tenho qualquer tipo de privacidade ou espaço pras minhas coisas. Reclamei com o povo aqui mas eles são MUITO lentos pra tomar qualquer atitude, então estou esperando, muito brava.

A cidade é mais calma que lagos, não tem tanta gente nas ruas, mas mesmo assim é bem cheia. O transito também não é dos melhores, todo mundo buzina o tempo todo, dirige displicentemente, correndo, virando na hora que dá vontade. De qualquer forma, é mais tranqüilo do que em Lagos, com certeza. Ainda não vi nenhum acidente, mas praticamente todos os carros tem algum amassado.

Ontem eu participei de uma coletiva de imprensa sobre um Congresso Internacional que a AIESEC vai realizar aqui em Ado-Ekiti (minha cidade, Ekiti é o estado). Fomos eu, a pessoa responsável pelo congresso e meu chefe, que está patrocinando o evento. Vários reportes de jornais e TV, dizem que vai sair em rede nacional. Eu fui até arrumadinha, fora o cabelo que está sem lavar há 3 dias. 3 dias suando pra caramba, pq aqui é muito calor, num lugar onde as ruas são de terra e num dos dias tomei chuva. Imagina o tanto que tava bonito! Tentei prender o cabelo, mas acho que não melhorou muito não. De qualquer forma, é impossível lavar o cabelo no lugar que eu estou, então vai ter que ficar assim mesmo. Era pra ter sido um dia legal, mas não aproveitei porque não estou me sentindo bem aqui.

A energia do post hoje não ta muito boa, mas não vou enfeitar nada, quero escrever no blog exatamente como estou me sentindo cada dia, acho mais real, mais legal... pra mim e pra quem lê.

Pelo menos comi arroz com feijão (sem pimenta) ontem e comprei papel higiênico. Não existe lixo pra jogar fora, mas melhor que nada. Carrego meu saquinho pro banheiro, jogo lá e depois jogo na rua (que é pra onde vai o lixo de qualquer forma, então não faz diferença tentar jogar em outro lugar).

Ah! Tive que comprar outro celular, porque o primeiro não recebia ligações internacionais... o novo número é 08082297703.

Espero ter coisas boas pra contar no próximo post.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nada importante...

Cabelo
Além de chamar atenção pela pele, todo mundo olha muito também pro meu cabelo. Alguns conversam comigo um tempão só olhando pro cabelo. Uma menina perguntou se era de verdade e uns 3 pediram pra encostar. Um empolgou e ficou um tempão passando a mão numa mechinha, calado... e isso que eu ando só com o cabelo todo preso por causa do calor. No dia que eu lavei e saí com ele solto o povo foi à loucura hehehehehe. Nem tive coragem de contar que fiz progressiva e na verdade não é tão liso. Mas acho que não vão se importar muito quando começar a enrolar.

Internet
Tem só um modem pra acessar internet sem fio aqui na conferência e tem sempre um mote de gente querendo usar, então eles não deixam. Mas tô escrevendo no meu computador (que tem dia que funciona, no outro não funciona...) e meu amigo deixou eu entrar na Internet um pouquinho pra postar aqui no blog. Por enquanto não dá pra responder e-mails pessoais, mas acho que vou ter mais acesso à internet semana que vem, quando eu for pra minha “casa”. E assim que der coloco as fotos, mas por enquanto ta complicado...

SAUDADE DO BRASIL, JA!!!!