terça-feira, 9 de dezembro de 2008

5...4...3...2...1...FIRE!!!



Não tem som, então a parte da contagem regressiva
fica longa e chata...
maaaas na hora foi legal! :-D

Altura: 45 metros
Velocidade: 95km/h

P.S.: Pra quem não reparou, a bola gira.

domingo, 7 de dezembro de 2008

FIM DE SEMANA

Passei o fim de semana em Liptoski Mikolas, cidade da Katka, que fica a uma hora de trem da minha cidade.

Na sexta passeamos na “Feira de Natal”, vi algumas comidas e bebidas típicas e várias coisas parecidas com o Brasil: milho cozido, algodão doce, “pinga” com mel (não é pinga, mas parece), barraquinhas de “hippies” (com os mesmos brincos, colares e pulseirinhas) e por aí vai. Tinha uns brinquedos tipo de parque de diversões e me chamou a atenção olhar para um carrossel: as crianças parecem todas saídas de um comercial da Jhonson&Jhonson, loirinhas, gorduchas, de olho claro e bochechas rosinhas, com gorros de bicinhos e luvas combinando.

Assisti também a um pedaço de uma partida de Hóquei e outra de Squash (os dois principais esportes aqui, fora canoagem, que é só no verão). Não tenho fotos, porque acabou a bateria da máquina e eu esqueci de levar o carregador.

Igreja e Galeria na parte antiga da cidade

Depois passeamos um pouco pela cidade e fomos, eu, a Katka e o namorado dela, Miño, pro chalé da família dela, nas montanhas, a uns 20 minutos de carro. O chalé é pequeno, mas muito aconchegante, com uma lareira e dois quartos cheios de camas.

Passamos a noite conversando e comendo sopa de repolho. Comi também o melhor queijo que já comi na minha vida. Parece mussarela de trança, mas é em “canudinhos”, bem salgado... perfeito!

No sábado a família dela foi pra lá e fizemos uma fogueira do lado de fora pra cozinhar Goulash, uma comida típica. É uma sopa com bastante cebola, pimentão, batata e carne (normalmente porco e/ou vaca, mas eles fizeram com peru). Os pais dela falam inglês e a tia fala espanhol, são todos muito simpáticos e super curiosos quanto ao Brasil. Comemos muito o dia todo e à noite jogamos baralho.

Cozinhando Goulash

Família da Katka, eu e Miño


No domingo, quando acordei, SURPRESA: estava nevando! O tempo não estava tão frio e o sol derretia a neve assim que ela chegava no chão, mas foi bom passear lá de fora e ficar igual criança, brincando com os floquinhos que caiam no meu casaco.

Depois de um excelente fim de semana, estou de volta ao meu quartinho no dormitório da faculdade, pensando em quantas pessoas têm a possibilidade de conhecer a Eslováquia mas acham que não vale à pena, ou nem sabem que o país existe... e quanto eu tenho sorte de ter “vindo parar aqui”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

COMIDAS E BEBIDAS

As pessoas bebem bastante chá e café e tomam muita sopa, por causa do frio. Tem uma máquina de café no piso térreo de cada bloco do dormitório, com um chocolate quente barato e muito gostoso. Aliás, tudo aqui em volta da faculdade é barato, porque é voltado pra estudantes... muito bom!

Fui almoçar duas vezes na casa do Tommy e comi comida típica. Da primeira vez a mãe dele cozinhou arroz, picadinho de carne e salada. O tempero é diferente, achei tudo muito gostoso. De sobremesa, torta de maçã, na massa folhada. Eles comem muita batata e maçã agora, porque são as únicas coisas que crescem no frio. No outro dia ele cozinhou um prato bem tradicional (Pirohy - na foto abaixo). Parece um pastelzinho, mas a massa é feita de batata. Recheado com queijo de cabra, frito com bacon e coberto com cheiro verde e cream cheese. Também achei bem gostoso. De sobremesa, o mesmo pastelzinho, mas recheado com geléia de fruas silvestres e coberto com chocolate em pó. Diz ele que é uma refeição bem barata e bem comum.

Durante a semana como na cantina da faculdade. Custa uns R$4,00 e sempre tem umas 7 opções de prato, pelo menos 2 vegetarianas. E sempre com um prato de sopa junto. Estou gostando muito da comida. Normalmente é arroz, alguma carne cozida ou tipo bife e salada/purê/batata frita/ etc.


A cidade é pequena (bom, pra Eslováquia é grande), mas tem vários restaurantes internacionais (chinês, italiano, indiano...) e vários de comida local. E tem a cantina da faculdade, que é tipo self-service. Nos restaurantes por enquanto eu comi pizza (muito boa) e macarrão. Tem vários cafés também, mas ainda não fui em nenhum.


Tem uma bebida muito famosa e barata que se chama Kofola. É tipo refrigerante de cola, mas menos doce e um pouco amargo. O primeiro gole não foi muito bom, mas agora eu adoro e sempre bebo isso, porque é bem barato. Na foto estamos eu e o Peng (fala Pôn) comendo macarrão e bebendo Kofola.

Fui no supermercado (tem 3 aqui bem pertinho do dormitório, um deles é um Carrefour) e comprei algumas bobeiras pra ter aqui no quarto (bolachas, chocolate, sucos, chá) e macarrão. Agora tenho meu "armarinho de comida" (foto). Tem uma cozinha em cada andar (na verdade um fogão elétrico) então vou arriscar cozinhar algumas coisas. Não tem geladeira, mas como tá frio a gente coloca as coisas do lado de fora da janela, penduradas por um saquinho plástico.

Acho que vou recuperar os poucos quilos que perdi na Nigéria bem rápido.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ZILINA, ESLOVÁQUIA

A Eslováquia (Slovensko, em eslovaco), cujo nome oficial é República Eslovaca (Slovenská republika, em eslovaco), é um país sem litoral localizado na Europa Central. Com uma população de mais de cinco milhões de habitantes e uma área de cerca de 49 000 km², o país limita com a República Checa e a Áustria a oeste, a Polônia ao norte, a Ucrânia ao leste e a Hungria ao sul. Sua capital e maior cidade é Bratislava.

Foto panorâmica de Bratislava

Os povos eslavos chegaram ao território da atual Eslováquia entre os séculos V e VI, durante o período das grandes migrações. Ao longo da história, partes do território atualmente ocupado pela Eslováquia pertenceram ao Império de Samo, Grande Morávia, Reino da Hungria, Império Habsburgo, Monarquia Austro-Húngara e Checoslováquia. A Eslováquia tornou-se independente em 1 de janeiro de 1993, com a divisão pacífica da Checoslováquia: o chamado Divórcio de Veludo.

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ZILINA

Žilina (lê-se Gilina) tem cerca de 86 mil habitantes e é a 3ª maior cidade da Eslováquia. Localiza-se no centro da Eslováquia. Fica a 200km da capital (Bratislava) e a 250km da capital Austríaca, Viena.

O monumento mais conhecido na cidade e nos arredores é o Castelo Budatin, situado a norte da cidade, acima dos dois rios. A praça central é cercada pela casas de arcadas burguesas dos séculos 16º e 17º. A Igreja da Santíssima Trindade, que está ao lado de um campanário renascentista, a Torre Burian (1530), domina a Cidade Velha.

Žilina fica a uma altitude de 342 metros acima do nível do mar e cobre uma área de 80,03km². Está localizada na região do Alto Váh na confluência de três rios e é cercada por estas cordilheiras. A temperatura atinge 25° C em julho e -5 ° C em janeiro. A neve dura entre 60 e 80 dias por ano.

A cidade é bem antiga: os primeiros vestígios de habitantes datam de 20.000 A.C. e as construções mais antigas datam do Século V, mas a cidade começou a se desenvolver mesmo em 1300. Por causa do período comunista (que acabou em 1989), em várias regiões existem grandes conjuntos de prédios com blocos idênticos, normalmente cinza. As construções antigas são simples, mas bastante funcionais.

Agora as minhas impressões pessoais...

Quando eu cheguei a primeira diferença que notei em relação à Nigéria é que tudo aqui é calmo e silencioso. Eram 4 horas da manhã. É claro que as ruas estariam vazias e eu não escutaria nenhum barulho no dormitório da faculdade. Mas depois de alguns, dias, essa ainda é a minha principal imagem da cidade: um lugar calmo e silencioso. Principalmente no dormitório. Imaginei que encontraria um pouco mais de movimento. Pelo menos no fim de semana. Mas é ainda mais tranqüilo nos finais de semana.

Estamos no início do inverno e anterior à minha chegada tinha nevado bastante, então estava tudo branquinho. Ainda não nevou de novo e a neve que estava aqui já derreteu... estou ansiosa pra próxima “nevada” (sei lá como fala). A temperatura gira em torno de 0º e a paisagem é bem típica: telhados bastante íngremes, pinheiros, pés de maçã, montanhas no horizonte.

Apesar do frio, acho tudo muito acolhedor. As pessoas têm sido bem simpáticas e apesar de eu não falar a língua, de um jeito ou de outro sempre consigo me comunicar. Uma coisa que me encantou na cidade é que todos os lugares que conheci até agora tem um ar romântico. Pouca luz, mesinhas de madeira, música baixinha ao fundo. E eu acho roupas de frio românticas, sei lá porque.


Não achei muita coisa sobre a cidade em português, então deixo aqui a página da cidade na wikipedia em inglês, com algumas fotos: http://en.wikipedia.org/wiki/%C5%BDilina

PESSOAS

Na última semana, a Nina, minha amiga alemã que está morando na Nigéria, me perguntou do que eu ia sentir falta quando fosse embora e minha resposta, sem nem pensar, foi: “das pessoas”. Conheci pessoas que vou lembrar e querem bem pra sempre. Acho que no fim esse é sempre o maior ganho em qualquer intercâmbio: as amizades. Claro que tem toda a parte de crescimento pessoal, da vivência da outra cultura, talvez o aprendizado de outra língua, no caso da AIESEC também o crescimento profissional... mas nada se compara às amizades que mesmo com tão pouco tempo de convivência, podem se tornar muito fortes.

Em Zilina vou dividir o quarto com um chinês que está fazendo intercâmbio aqui pela AIESEC. Quando cheguei ele não estava aqui, estava viajando, então só o conheci hoje (sábado). Passamos o dia arrumando o quarto, desfazendo as malas (eu e ele, que estava viajando a mais de 1 mês) e conversando. Ele está aqui há mais de um ano e não quis aprender eslovaco, então acho que pode me ensinar como me virar por aqui, me mostrar em quais lugares as pessoas falam inglês e tal. Ele é super simpático, muito mais do que eu esperava de um chinês (achei que eles fossem mais fechados) e mesmo de um brasileiro. Disse que está muito feliz de ter companhia, que não gosta de ficar sozinho e que vai me levar pra passear bastante por aqui.

Conheço ele a menos de 1 dia, mas já posso dizer que ele vai ser uma das “coisas” que mais vou sentir falta quando sair da Eslováquia.


VIAJANDO

Meu último dia na Nigéria foi bem típico. Meu vôo para Madrid sairia às 11 da noite, mas peguei um taxi para o aeroporto de Lagos às 13h, porque tinha uma entrevista pelo Skype à tarde e resolvi usar o cyber café do aeroporto, para não ter que ir para lá sozinha, à noite. Gastei quase 2 horas no trânsito. Chegando lá a internet era caríssima e não funcionava direito, então remarquei minha entrevista para quinta feira.

Mesmo no aeroporto internacional, eu era uma das poucas brancas. Enquanto comia uma torta de carne conheci um cara do Afeganistão e conversamos um pouco. Depois resolvi tentar fazer o check-in, mesmo sendo muito cedo ainda. Surpresa: a fila para o check-in já estava enorme! Tinha um casal de brasileiros lá e fiquei conversando com eles. Depois de mais de 4 horas (check-in nigeriano, com direito a briga na fila e abertura de todas as malas de cada passageiro), entramos na sala de embarque. Eles tinham bastante excesso de bagagem e tiveram que pagar horrores. Eu tinha um pouco também, mas não paguei nada. Talvez porque eram poucos quilos, talvez porque sempre tento ser o mais simpática possível com todos os funcionários, talvez porque ando pra lá e pra cá carregando uma ovelha de pelúcia azul e rosa. Gastei minhas últimas Nairas (o que não foi difícil, pois como em todo aeroporto as coisas eram bem caras) e esperei o avião, que estava atrasado. Foi a primeira vez que achei a comida do avião maravilhosa e saboreei calmamente cada pedacinho.

Como em todos os vôos até agora, não tinha ninguém do meu lado, então dormi deitada a viagem toda. Esperei algumas horas no aeroporto de Madrid (onde já carimbaram meu passaporte, então começou a contagem dos 90 dias que posso permanecer na União Européia sem visto) e segui pra Praga (capital da República Tcheca).

Em Praga uma policial resolveu fazer um teste anti-drogas na minha mala, por fora, e disse que deu positivo. Abri todas as malas, checaram cada bolso de cada calça, cada página de cada livro, cada pote da nécessaire, abriram cada pacote que estava lacrado e no fim descobriram que era o repelente que reage com o líquido que eles usam para o teste. Depois de mais de 4 horas lá guardei tudo nas malas de novo e saí. Minha amiga que mora em Praga já tinha ido embora é claro, pois quando pedi à policial para avisá-la, me disseram que não podia. Mesmo assim quando liguei pra ela, ela voltou lá pra me buscar e me levou pra comer, depois pra estação de trem.

Compramos o bilhete para o trem das 15h06, mas não conseguimos chegar à tempo, chegamos lá às 15h07 e ele já tinha saído. Apesar de ter perdido o trem, fiquei muito feliz de ver que realmente não estava mais na Nigéria. Minha amiga me deixou lá e fiquei esperando o próximo trem, que partia às 20h. Como a viagem duraria mais de 6 horas, “comprei” uma cama. Enquanto esperava passei bastante frio e os dedos do pé até congelaram, mas eu estava me sentindo bem.

Na hora de pegar o trem um senhor tcheco que não falava inglês viu que eu tava perdida e foi lá tentar me ajudar. Tentou ler meu bilhete, mas estava sem os óculos, então chamou outro que estava lá por perto. Eles me mostraram pra onde eu devia ir e me ajudaram com as malas. Agradeci com mímicas. O “quartinho” para três pessoas no trem é minúsculo, mal cabiam as minhas malas e as 3 camas são uma em cima da outra, fiquei na mais alta. Tentei tirar umas fotos, mas ficaram fora de foco. Cheguei bem em Zilina (eu tinha escrito errado no outro post), onde 2 pessoas da AIESEC me receberam na estação e me levaram de taxi para o dormitório da faculdade, onde vou morar os próximos dois meses.

ÚLTIMO POST SOBRE A NIGÉRIA

Infelizmente deixo a Nigéria com a memória de um lugar feio, sujo, escuro. Ironicamente a energia elétrica deixa tudo ainda mais escuro, enegrecendo a paisagem com a fumaça constante dos geradores, deixando sua marca em cada parede, cada janela, cada chumaço de ar. Para explicar melhor a impressão que tenho da Nigéria, criei uma historinha:

Um dia alguém idealizou um lugar lindo, muito lindo e resolveu construí-lo aqui. Algumas pessoas ouviram falar do lugar e encantadas com a idéia, começaram a vir pra cá. Outras pessoas viram o movimento e o seguiram, sem saber muito bem para onde estava indo, ou porquê. A cada dia chegavam mais e mais pessoas e de repente já eram milhões. Era tanta gente, que quem tinha tido aquela idéia resolveu procurar outro lugar pra construir seu pedacinho de paraíso. Deixou tudo pra trás, inacabado. E as pessoas que tinham vindo em busca de um lugar bonito e tranqüilo, em sua maioria também foram embora. Hoje, algumas pessoas que ouviram a história tentam recuperar o antigo sonho, gritando desesperadamente “parem! Vocês estão destruindo tudo!”. Mas todos estão ocupados demais em sobreviver para sequer ouvir, que dirá prestar atenção. Ainda é possível encontrar alguns restos do antigo projeto, alguns cantinhos que realmente parecem encantados. E o brilho nos olhos das pessoas que ainda acreditam que seja possível voltar atrás é indescritivelmente forte. Mas a atmosfera de destruição e abandono sufoca tudo e todos.

ÚLTIMAS FOTOS DA NIGÉRIA

Eu precisava lavar a louça e não tinha luz nem água corrente... com uma mão segurava a lanterna, com a outra o balde de água. Aí resolvi amarrar a lanterna na cabeça com o cachecol :D




Rua da casa da Nina e casa da Nina, onde morei nas últimas duas semanas.




Auto-rickshaw, igual aos da Índia




Ônibus (andei neles várias vezes)




Barraquinha de frutas

Moto na Contramão

Eu e a Nina em uma moto andando na contramão, em Lagos (se os carros não seguem muito as regras de trânsitos, imagina as motos... andam na contramão, nas calçadas...)

Fadeyi

Videozinho que eu fiz andando de Okada ("moto taxi") na rua principal do meu bairro em Lagos, que chama Fadeyi. O prédio amarelo é o Mr. Biggs, fast food onde eu ia sempre almoçar.